Polícia Civil aponta nova linha de investigação sobre morte de mulher atropelada em Três de Maio

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A Polícia Civil trabalha com uma nova linha de investigação sobre a morte de Tatiane Leite da Silva, de 41 anos, ocorrida na madrugada de quinta-feira (2), no Bairro Primavera, em Três de Maio. Com o avanço das diligências e a análise de imagens de câmeras de monitoramento, a hipótese inicial de feminicídio poderá ser revista.

De acordo com o delegado João Vittorio Barbato, responsável pelo inquérito, as imagens revelam uma briga em frente ao estabelecimento onde ocorreu o fato e indicam a participação de um terceiro homem na ocorrência.

Segundo a investigação, o companheiro da vítima, que foi preso em flagrante após o atropelamento, teria se envolvido em uma discussão com um cliente da casa noturna, pertencente à irmã do investigado.

Conforme explicou o delegado, esse cliente estaria causando confusão dentro do estabelecimento e, após a discussão, o investigado teria tentado atingi-lo com o veículo. Durante a manobra, acabou atropelando a própria companheira, que morreu em decorrência dos ferimentos.

“Diante das imagens analisadas, a principal hipótese é de que ele tenha tentado atingir esse terceiro envolvido e, sem intenção, acabou atropelando a companheira”, afirmou o delegado.

Nova hipótese pode afastar feminicídio

Com a nova dinâmica dos fatos, a Polícia Civil passou a considerar um enquadramento jurídico diferente do inicialmente adotado.

Segundo o delegado João Vittorio Barbato, caso essa versão seja confirmada durante o andamento das investigações, o caso poderá deixar de ser tratado como feminicídio.

A nova linha investigativa aponta para uma possível tentativa de homicídio contra o homem envolvido na discussão e homicídio culposo em relação à companheira, quando não há intenção de matar.

Caminhoneiro ainda não foi localizado

O homem que aparece nas imagens e que teria participado da discussão, identificado como um caminhoneiro, ainda não foi localizado pela Polícia Civil.

De acordo com a investigação, ele também teria sido agredido pelo investigado antes do atropelamento.

Enquanto as diligências prosseguem, o companheiro de Tatiane Leite da Silva permanece preso preventivamente, à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando as imagens para esclarecer definitivamente a dinâmica dos fatos e definir o enquadramento criminal do caso.

Fonte> GZH

Imagem: Ilustrativa viatura Polícia Civil.

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