O encerramento da chamada “janela partidária”, no último dia 3 de abril, provocou uma reconfiguração significativa na composição da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ao todo, foram registradas 13 trocas de partidos no período de 5 de março a 3 de abril, alterando o equilíbrio entre as bancadas e redesenhando o cenário político estadual.
O principal destaque é o avanço do PSD, que passou a ocupar a posição de segunda maior bancada da Casa, com oito deputados. A legenda, escolhida pelo governador Eduardo Leite, foi a principal beneficiada pelas migrações, consolidando crescimento expressivo em relação ao início da legislatura, quando contava com apenas um parlamentar.
PSDB perde espaço e deixa de ter bancada
Uma das mudanças mais impactantes foi a saída em massa de deputados do PSDB, que iniciou a legislatura com cinco representantes e agora deixou de ter bancada na Assembleia. Migraram para o PSD os deputados Delegada Nadine, Professor Bonatto, Pedro Pereira e Neri, o Carteiro. Já Kaká D’Ávila optou por se filiar ao Progressistas (PP).
Com essas movimentações, o PSDB perde completamente sua representação no Legislativo estadual, marcando uma das maiores baixas desta janela partidária.
Reforço do PSD e mudanças em outras siglas
Além dos ex-tucanos, o PSD também recebeu reforços importantes de outras siglas. Ingressaram na legenda os deputados Frederico Antunes e Ernani Polo (ambos vindos do PP), Aloísio Classmann (ex-União Brasil) e Elton Weber (ex-PSB), ampliando ainda mais a bancada.
Outros partidos também registraram mudanças relevantes:
-O Republicanos passou a contar com seis deputados após a filiação de Elizandro Sabino (ex-PRD);
-O PDT chegou a cinco parlamentares com o retorno de Dr. Thiago Duarte (ex-União Brasil);
-O PL também soma cinco deputados com a entrada de Professor Claudio Branchieri (ex-Podemos);
-O Podemos passou a ter dois representantes com a filiação de Kaká D’Ávila;
-O Progressistas (PP) recebeu Gaúcho da Geral (ex-PSD) e se mantém como a terceira maior bancada, com sete parlamentares.
-PCdoB e PRD também perdem representação
Além do PSDB, outras duas siglas deixaram de ter representação no Parlamento gaúcho: o PCdoB e o PRD. A saída de Elizandro Sabino para o Republicanos foi determinante para a extinção da bancada do PRD, enquanto o PCdoB também ficou sem deputados.
Por outro lado, o PSB manteve sua representação com a filiação da deputada Bruna Rodrigues.
PT segue como maior bancada
Mesmo com as movimentações intensas, o PT permanece como a maior força da Assembleia Legislativa, com 11 deputados, sem alterações durante o período. Também não houve mudanças nas bancadas do MDB (6 deputados), PSOL (2) e Novo (1).
Entenda a janela partidária
A janela partidária é um período de 30 dias, previsto na legislação eleitoral (Lei nº 9.096/1995), que permite a deputados federais, estaduais e distritais trocarem de partido sem perder o mandato. A medida ocorre em anos eleitorais, sempre sete meses antes do pleito.
Em 2026, o primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro.
📊 Bancadas na Assembleia Legislativa do RS (março de 2026)
PT: 11 deputados
PSD: 8 deputados
PP: 7 deputados
MDB: 6 deputados
Republicanos: 6 deputados
PL: 5 deputados
PDT: 5 deputados
Podemos: 2 deputados
PSOL: 2 deputados
União Brasil: 1 deputado
Novo: 1 deputado
PSB: 1 deputado
Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do RS

















