Polícia Civil cumpre mandado em paróquia de Independência e investiga padre por suspeita de irregularidades

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, na manhã desta quarta-feira (4), mandado de busca e apreensão no Centro Pastoral da Comunidade Católica Santa Rosa de Lima e na residência de um padre, no município de Independência.

A ação foi coordenada pelo delegado João Vitória Barbato, titular da Delegacia de Polícia de Três de Maio e responsável interinamente pela DP de Independência. Participaram da operação policiais civis de Independência e do Setor de Investigação da Delegacia de Polícia de Três de Maio.

Materiais apreendidos

Durante as diligências, foram apreendidos documentos, um notebook e um pendrive. Também foram recolhidos uma caminhonete Fiat Pulse e uma motocicleta Honda 750C. Conforme a Polícia Civil, todo o material passará por perícia e será analisado ao longo das investigações.

Desdobramento da Operação Pecado Capital

Em entrevista concedida no início da tarde, o delegado afirmou que a ação é um desdobramento da Operação Pecado Capital, deflagrada recentemente e que investiga outro padre da paróquia de Três de Maio.

Segundo a autoridade policial, a apuração em Independência teve início após o recebimento de denúncia anônima relatando possíveis irregularidades envolvendo o religioso que atua na cidade.

Suspeitas investigadas

De acordo com o delegado, a investigação apura suspeitas de: Desvio de recursos; Lavagem de dinheiro e Eventual prática de caixa dois.

A Polícia Civil também destacou que, além da denúncia inicial, outras informações surgiram no decorrer do trabalho investigativo, inclusive relacionadas ao padrão de vida do padre, que, conforme a apuração preliminar, seria incompatível com a remuneração recebida como sacerdote.

Entre os pontos observados estão gastos considerados elevados, como a utilização de veículo e motocicleta de alto valor.

Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi a informação de que o religioso estaria de férias e teria viajado utilizando veículo vinculado à paróquia. Também será apurado o relato de que ele teria levado consigo a CPU do computador da instituição.

Padre não estava no local

Conforme apurado, o padre atua há cerca de três anos na paróquia de Independência e não estava presente no momento do cumprimento do mandado.

A Polícia Civil ressalta que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sendo apurados. O nome do religioso não foi divulgado oficialmente.

Fonte: Paulo Marques Notícias

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